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Exercícios

Fila do balcão

Dois exercícios de fluxo com dados simulados. A equipe e a capacidade não mudam: o que muda é a regra do processo. Você roda, compara e leva o raciocínio para o A3. Nada do que você faz aqui é enviado ao portal.

Como funciona

Antes de começar

O primeiro exercício segue a lógica do Caso 3: uma fila de pedidos de alvará com análise técnica, comunique-se quando falta documento e uma proposta de triagem por risco. As três rodadas usam os mesmos pedidos, nos mesmos dias. É isso que permite comparar uma rodada com a outra.

Período
20 dias úteis.
Chegadas
De 5 a 11 pedidos por dia, 8 em média: 158 pedidos no total, sempre os mesmos.
Capacidade
Três técnicos, nove análises por dia no total, em todas as rodadas.
Baixo risco
45% dos pedidos.
Falta de documento
Em 48% dos pedidos de baixo risco e em 70% dos demais. O pedido recebe comunique-se, o requerente leva 5 dias úteis para complementar e a reanálise toma o mesmo tempo da primeira análise.
Perguntas
Quem espera pergunta sobre o andamento a cada 5 dias úteis.

Os números são do exercício, não do caso. Eles foram escolhidos para reproduzir o padrão do Caso 3: a proporção de comunique-se fica perto de 60% antes da triagem e perto de 70% depois. Não use os resultados como se fossem dados do Caso 3.

Rodadas

Três rodadas, a mesma equipe

Rodada 1. Como está

Todo pedido que chega é aberto no mesmo dia, e a equipe reparte o tempo entre todos os pedidos abertos. O pedido complementado volta ao fim da fila.

Rodada 2. Limite de pedidos em análise

A equipe só abre um pedido novo quando termina outro. Escolha o limite e para onde volta o pedido complementado.

Rodada 3. Triagem por risco

Os pedidos de baixo risco recebem a declaração de dispensa no mesmo dia, sem análise. Os demais seguem as regras que você escolheu na rodada 2.

Nivelamento

Janela de renovação

O segundo exercício segue a lógica do Caso 2, em que a lei municipal fictícia fixa a renovação da isenção entre 1º de setembro e 30 de novembro. A mesma demanda chega de modos diferentes, e você observa o que acontece com a fila. A ideia por trás é o nivelamento da demanda (Heijunka, no vocabulário Lean): distribuir a chegada para que a carga de cada semana caiba na capacidade.

Demanda
1.840 pedidos em 13 semanas, o número de renovações deferidas em 2025 no caso.
Capacidade
187,5 primeiras análises por semana: 37,5 por dia útil, como as 300 análises dos 8 primeiros dias da linha de base do caso.
Exigências
44% das primeiras análises, como as 132 exigências em 300 análises da linha de base. O exercício supõe que o requerente volte três semanas depois e que a reanálise defira o pedido.
Chegada concentrada
250 pedidos em cada uma das duas primeiras semanas (50 por dia útil, como na linha de base), queda no meio e novo pico no fim. O pico do fim é suposição do exercício.
Agendamento
141 ou 142 pedidos por semana, nas mesmas 13 semanas.
Mutirões
Sábados de novembro, como propõe o Atendimento Fazendário no caso. O exercício supõe um sábado por semana com os quatro agentes na análise: mais 37,5 análises nas semanas 10 a 13.
Os quatro cenários, com a mesma demanda e a mesma equipe. As semanas contam a partir de 1º de setembro: da 14ª em diante, a janela já fechou e a equipe analisa o que sobrou e quem volta da exigência.
CenárioSemanas com mais trabalho que capacidadeMaior filaEspera estimada no pior momento (dias úteis)Fila em 30 de novembroÚltimo pedido decidido

    Trabalho que chega em cada semana, capacidade de análise e fila no fim da semana, no cenário escolhido.

    Para pensar. Escolha o agendamento e some, numa semana qualquer, os pedidos novos e os retornos de exigência. Compare com a capacidade. Que parte dessa carga é demanda de falha? O que isso diz sobre onde está o problema? E o que o mutirão muda, e o que ele não muda?

    O agendamento não está entre as propostas do Caso 2. Ele aparece aqui como lente para ler a demanda. Se você o levar para o A3, sustente-o com os dados do caso e confira o que a lei municipal permite.

    Origem

    De onde vem o exercício

    A mecânica segue a das simulações do curso introdutório de Lean Six Sigma da LAI Lean Academy, no MIT: os participantes são donos do processo, e a regra da simulação só deixa o desempenho melhorar pela melhoria do processo, e não pelo heroísmo pessoal (Murman, McManus e Weigel, 2013). A versão de saúde daquela simulação conduz pacientes da recepção à triagem, ao exame e ao diagnóstico. Aqui, a fila é de pedidos de alvará e de renovação de isenção, com os números dos casos fictícios do estudo dirigido.

    O exercício também mira dois erros frequentes nos A3 da turma: comparar períodos que não são comparáveis e não perceber que um indicador muda de sentido quando a triagem muda a população atendida.

    Murman, E. M.; McManus, H.; Weigel, A. L. The LAI Lean Academy experience: introductory Lean Six Sigma curriculum. In: Industrial and Systems Engineering Research Conference, 2013. Material publicado no MIT OpenCourseWare, curso 16.660J.